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O Papel da Atividade Física na Qualidade de Vida: Vencendo a Preguiça

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Com a urbanização das sociedades modernas tem provocado mudanças nos hábitos de vida do ser humano, uma delas é a redução da atividade física.

Entende-se como conceito de Atividade Física qualquer movimento corporal produzido pela musculatura esquelética que requeira gasto energético, ou seja, qualquer atividade motora como caminhar, subir escadas, dançar, etc., ou seja, um conceito amplo e abrangente.

Por outro lado, um dos componentes da “boa qualidade de vida” é a capacidade das pessoas não se sentirem limitadas por tarefas que desejam realizar por falta de condição física no seu cotidiano. E nesse caso, o sedentarismo é a causa mais freqüente de má condição física, diminuindo todas as qualidades da aptidão da pessoa (como força, resistência, flexibilidade, coordenação, entre outras). A tendência hoje é considerar a qualidade de vida sob um enfoque multidimensional, tendo como base as condições de saúde física: mobilidade, presença ou ausência de dor, repouso, funções cognitivas, satisfação sexual, comunicação, alimentação, reserva energética, comportamento emocional, o lazer, o trabalho e a vida familiar e social.

Além da melhoria da qualidade de vida, um outro efeito da prática regular de exercícios físicos é na redução do peso corporal, e mais especificamente, diminuindo a gordura corporal. Atualmente se considera a atividade física a única forma voluntária de aumentar o gasto energético diário.

Esse foco se confirma quando o conceito é melhor entendido: “a energia que o organismo precisa para manter funcionando nossos sistemas vitais” (circulatório e respiratório, basicamente). Isso é chamado metabolismo basal.

Basicamente quer dizer que: se consome energia (alimentos) suficiente – apenas - para manter esse metabolismo, essa energia sempre será utilizada em sua totalidade. Mas se o consumo for além do necessário para manter o metabolismo, se a pessoa permanece o dia inteiro sentada ou praticamente parada, sem andar, essa energia a mais será armazenada, ficando como energia de reserva – que se transforma em gordura - o que com o tempo resultará sem dúvida em excesso de peso, e a possível conseqüência: a pessoa ficará obesa.

Outro aspecto importante, alguns estudos têm demonstrado que a prática regular de exercícios físicos beneficia o sistema cardiovascular, assim como auxiliam no controle de fatores de risco relacionados à obesidade, como diabetes, colesterol, estresse, hipertensão entre outros. Esses estudos também indicam que o risco de desenvolver hipertensão arterial é 60% a 70% maior em indivíduos sedentários.

Cada dia mais, nas sociedades modernas (principalmente nas grandes metrópoles), o avanço das novas tecnologias (como controles remotos, carros com direção hidráulica, escadas rolantes, etc.), tem provocado uma diminuição da atividade física cotidiana. Essa diminuição traz um gasto menor do que o necessário para a manutenção de uma boa saúde. O nome ou resultado disso todos conhecem, é o sedentarismo, e a grande maioria das pessoas o sente no dia-a-dia.

O sedentarismo é caracterizado como um fator de risco independente para o desenvolvimento das doenças cardiovasculares e outras associadas como a obesidade, diabetes, hipertensão, estresse, aumento de colesterol, entre outras.

Em muitos casos, até mesmo pela forma como a sociedade moderna se estabelece, a qualidade de vida tem sido associada mais a uma vida boa do ponto de vista material: casa de campo, praia, barcos de recreio, festas e férias em lugares maravilhosos, muito lazer e pouco trabalho.

 

Pirâmide de Atividades Físicas