A obesidade infantil nos dias atuais tem sido observada com maior freqüência. É necessário estar atento à dinâmica familiar ao tratar do assunto, pois o grupo familiar constitui um importante valor de referência, não somente por instruir hábitos alimentares que conduzem à obesidade, mas principalmente pela relação que se estabelece com a criança quando ela é obesa.
Uma vez instalada a obesidade, ela requer cuidados que vão além das práticas de dietas e outras formas de emagrecimento.
Pesquisas recentes indicam que as práticas de dietas constituem um fator de risco para a obesidade. Quando as pessoas repetidamente recorrem às dietas restritivas institui-se um ciclo de emagrecer / engordar conhecido como efeito sanfona, sem que a pessoa, de fato, tenha sucesso na perda e manutenção do peso.
No acompanhamento de pacientes obesos candidatos a cirurgia redutora do estômago, com histórias de dietas e práticas de emagrecimento, queixosos do próprio insucesso na redução e manutenção do peso, todos apresentavam um desejo de fazer algo que pudesse modificar seu corpo, fonte de grande insatisfação.
Porém a busca de uma silhueta mais magra não é um fenômeno que atinge apenas obesos. Convertem-se numa espécie de norma que afeta cada vez mais um número maior de pessoas, especialmente as mulheres jovens.
Na sociedade atual, o corpo magro e esbelto é o padrão ideal. A mulher magra e bela considera-se atraente, desejável e de sucesso. Dos homens, espera-se que sejam fortes e musculosos. É implacável a pressão social exercida sobre os homens e mulheres através da mídia, produtos e receitas, no sentido de alcançar esse padrão ideal. Isto tem contribuído para o aparecimento de uma preocupação excessiva com a forma e peso do corpo, predispondo os indivíduos a se sentirem insatisfeitos com a sua aparência e a adotarem comportamentos e atitudes negativas em relação a si mesmo, que pode conduzir a sérios distúrbios alimentares, interferindo no bem estar físico e psicológico.
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